Reações Físicas no Luto
- Instituto de Tanatologia e Luto
- 7 de mai.
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A perda de alguém perpassa a vivência de uma experiência emocional intensa, a qual pode influenciar o cotidiano das pessoas. Sendo assim, é comum que o sujeito vivencie um conjunto de reações complexas e conflitantes diante da perda, envolvendo uma sucessão de quadros emocionais que se mesclam e se substituem repetidamente.
Dentre as queixas mais comuns associadas ao corpo durante a experiência do luto estão alterações no apetite, distúrbios do sono, tensão, alívio, isolamento social, choro, aperto no peito e dificuldade para respirar. Atualmente, a literatura debate a relação dessas manifestações com a possibilidade do desenvolvimento do Transtorno do Luto Prolongado. Ainda que essa discussão necessite de mais debates e estudos para que não recaia em uma medicalização e psicopatologização do luto — que é um processo natural —, é necessário estar atento à frequência e à intensidade desses sintomas, pois podem gerar prejuízos a longo prazo na vida desses indivíduos.
Nesse sentido, é importante analisarmos a reação do sujeito por meio da validação e compreensão de seu contexto, bem como dos determinantes envolvidos no processo de luto, como o papel da pessoa que foi perdida, o tipo de vínculo existente, as causas e circunstâncias da perda, o cenário sociocultural e psicológico do enlutado, o apoio social, os estressores secundários — como trabalho ou crises econômicas — e as próprias crenças do sujeito a respeito da morte. Todos esses fatores podem interferir na maneira como cada indivíduo vivencia o luto.
Sendo assim, é importante que fiquemos atentos a esse processo tão delicado da vida e possamos ofertar apoio, cuidado e acolhimento àqueles que estão enfrentando esse momento.
Texto: Liz Cabral.
Revisão: Déborah Brito.
