Luto do Pet - Um luto não reconhecido
- Instituto de Tanatologia e Luto

- 13 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 13 de nov. de 2025
Há um tipo de silêncio que só quem perdeu um animal de estimação conhece.
É o som que fica na casa depois que o barulho das patinhas some,
quando o sofá parece maior,
e o tempo dentro da rotina parece perder o compasso.
Muita gente não entende, “era só um animal”, dizem.
Mas quem ama sabe: não era “só”.
Era companhia nos dias bons e abrigo nos dias ruins.
Era presença constante, olhar que acolhia sem palavras,
alegria que não cobrava nada em troca.
O luto por um pet é o luto por um vínculo puro,
por uma forma de amor que se faz sem promessas,
sem máscaras, sem expectativas.
É o luto por uma rotina compartilhada,
pelos gestos que agora se repetem no vazio,
o pote de ração, o canto do sofá, o passeio que já não acontece.
E tudo bem se doer muito.
Tudo bem se o mundo não compreender a dimensão dessa perda.
O amor não precisa ser humano para ser imenso.
Com o tempo, a dor vai mudando de lugar.
Ela deixa de ser ferida aberta e se torna memória,
um tipo de presença que vive nas lembranças,
nas pequenas coisas que ainda carregam o nome,
no carinho que ficou no corpo e na alma.
Porque alguns amores não acabam:
apenas aprendem a existir de outro jeito.
Psicóloga Déborah Brito de Oliveira - CRP: 13319


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